A MÁSCARA CAIU: o lobo em pele de cordeiro.

Publicada em

Documentos judiciais revelam um histórico criminoso marcado por prisões, investigação policiais, alem de novos registros criminais

De assaltos, furtos roubos e prisões preventivas a novo flagrante em 2023: documentos oficiais do TJDFT e da Polícia Civil do Distrito Federal traçam um histórico que contrasta com a imagem de “bom moço” que Maurício Lima tenta apresentar atualmente.

Documentos oficiais obtidos junto ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) revelam um histórico judicial envolvendo José Maurício Lima da Silva, com registros de investigação, processo criminal, prisão preventiva e prisão em flagrante.

A sequência dos registros chama atenção pela distância entre a imagem de homem “bonzinho” que ele tenta construir atualmente e o histórico que consta em documentos oficiais.

Um dos documentos mais antigos apresentados é uma certidão do TJDFT, referente ao processo nº 0702046-37.2023.8.07.0003, relacionado a procedimento anterior.

A certidão registra que José Maurício Lima da Silva foi réu em processo distribuído em 4 de novembro de 2018, perante a 3ª Vara Criminal de Ceilândia.

O documento aponta como assunto o artigo 180, caput, do Código Penal, dispositivo relacionado ao crime de receptação.

A denúncia foi recebida pela Justiça em 27 de novembro de 2018. A própria decisão registra a existência de elementos que levaram o Judiciário a receber a acusação.

2021: documento registra prisão preventiva

Outro documento apresentado é uma Guia de Recolhimento de Preso, expedida pela 18ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, em 22 de julho de 2021.

O documento identifica José Maurício Lima da Silva e registra que ele foi recolhido ao sistema prisional onde permaneceu por bom tempo a disposição da Justiça.

A guia aponta como fundamento: “Prisão por cumprimento de MP (prisão preventiva)”

O documento também relaciona a prisão ao processo nº 0708122-92.2018.8.07.0002, da Vara Criminal e Tribunal do Júri de Brazlândia.

Ou seja: trata-se de um documento policial oficial que registra cumprimento de prisão preventiva, e não simplesmente uma ocorrência administrativa.

2023: nova prisão em flagrante e acusação de furto O episódio mais recente e mais expressivo dos documentos apresentados ocorreu em 25 de abril de 2023.

A documentação da Polícia Civil do Distrito Federal registra o Auto de Prisão em Flagrante nº 220/2023 – 19ª DP, relacionado à ocorrência policial nº 4962/2023.

Na chamada Nota de Culpa nº 185/2023, a autoridade policial registra que José Maurício Lima da Silva estava preso em flagrante e que havia sido indicado como incursão nas penas do: art. 155, §4º, IV, do Código Penal.

Trata-se de modalidade qualificada do crime de furto, circunstância que consta expressamente do documento policial.

A prisão ocorreu no contexto de atuação da Polícia Civil do Distrito

Outro documento, denominado “Recibo de Entrega de Preso nº 186/2023”, confirma a apresentação de José Maurício à autoridade policial.

O documento informa que, às 6h04 do dia 25 de abril de 2023, na Central de Flagrante da 15ª Delegacia de Polícia, em Ceilândia, houve a condução e apresentação do preso.

O documento identifica:Nome: José Maurício Lima da Silva; Naturalidade: Caxias/MA; Mais uma vez seria a Infração penal: art. 155, §4º, IV, do Código Penal; Motivo: preso em flagrante; Local relacionado: Ceilândia, Distrito Federal.

Vulgo Maranhão.

Portanto, não se trata de informação baseada em boato ou postagem de rede social. As prisões constem de documentação oficial da Polícia Civil do Distrito Federal e da Justiça.

Imagens também foram anexadas à investigação onde mostram e apontam a participação de Maurício Lima em um rouba a chácara no DF,  segundo o apurado o mesmo usou o próprio filho na execusão do crime.

Entre os documentos apresentados há ainda relatório da 18ª Delegacia de Polícia – Seção de Investigação Geral, contendo fotografias utilizadas durante essa apuração.

O relatório afirma que as imagens analisadas mostravam um indivíduo que, segundo os investigadores, aparentava ser a mesma pessoa, em razão da semelhança das características.

O documento acrescenta que, conforme informação atribuída a José Maurício, o indivíduo identificado nas imagens seria seu filho, Maurílio.

Esse detalhe é relevante porque demonstra que a investigação policial não se limitou a um registro superficial: houve análise de imagens e documentação produzida pela investigação policial.

Logo em 2023 José Maurício é novamente levado à autoridade policial, desta vez em prisão em flagrante, com imputação registrada no art. 155, §4º, IV, do Código Penal, referente a furto qualificado.

E hoje? A imagem pública não apaga os documentos oficiais e sua trajetória de crimes e violências?

O ponto central desta reportagem não é fazer um julgamento antecipado de um meliante é sim justamente o contrário.

São os próprios documentos oficiais que falam, não apenas especulações, são fatos seguidos de provas oficiais.

Enquanto atualmente pode existir uma tentativa de apresentar uma imagem pública de homem pacífico, trabalhador ou “bonzinho”, os documentos de investigações policiais revelam que seu nome já esteve relacionado há uma extensa ficha criminal que vão além de fitos, roubos, receptarão, prisão preventiva e em flagrante.

Essa reportagem apresenta além de tudo um histórico de condutas criminais de um meliante que segundo as investigações é de alta periculosidade e não uma imagem construída posteriormente — que precisa ser considerado por quem pretende conhecer a verdadeira história por trás do personagem público que Maurício tenta apresentar atualmente.

Informações exclusivas já dão conta de novas investigações contra Mauricio Lima em nível nacional.