🚨contra a verdade não há argumentos: Maurício Lima e o filho Maurílio foram citados em relatório da PCDF sobre roubo; documento aponta mentiras do pai e tentativa de descaracterizar veículo

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Documento da 18ª DP afirma que Maurílio, filho de José Maurício, foi fotografado nas proximidades do local do crime e teria retirado peça do veículo para dificultar sua identificação

Um relatório da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que apurava um roubo em chácaras no entorno do DF, ainda em 2023 acrescentou elementos à investigação envolvendo José Maurício Lima da Silva e seu filho e seu filho Maurílio, em um caso de roubo investigado no entorno de Brasília.

O documento, produzido pela 18ª Delegacia de Polícia – Seção de Investigação Geral, registra que os investigadores apresentaram a Maurício imagens nas quais seu filho aparecia junto a um GM/Astra nas proximidades do local do fato.

Segundo o relatório, após tomar conhecimento das imagens, Maurílio teria ido imediatamente até a oficina onde o veículo estava e arrancado a parte metálica que cobria a tampa do tanque de combustível.

A própria Polícia Civil registra no documento que, na avaliação dos investigadores, a retirada da peça teria ocorrido “com a intenção de descaracterizar o veículo”, justamente porque aquela característica aparecia nas imagens relacionadas ao furto.

A parte mais contundente do relatório

O documento também faz uma avaliação expressa sobre os depoimentos de José Maurício.

Segundo os investigadores, “JOSÉ MAURÍCIO está mentindo”, inclusive nas duas oportunidades em que esteve na delegacia acompanhado de advogado.

O relatório afirma ainda que ele apresentou “bastante nervosismo e versões desconexas” durante os esclarecimentos.

Mais do que isso: os investigadores apontam uma contradição envolvendo o próprio veículo.

Maurício Lima teria reconhecido que o automóvel utilizado no furto era de sua propriedade, mas afirmava que o carro estava em uma oficina. O relatório questiona como ele poderia ter certeza de que o veículo estava na oficina na data do crime se, segundo os próprios investigadores, ele não sabia informar sequer a data recente em que havia vendido o automóvel nem para quem o teria vendido.

O relatório também menciona declarações de uma pessoa identificada como Wesley, segundo as quais o veículo teria estado na oficina em diversas ocasiões.

Ainda conforme o documento, Wesley relatou que “Neguinho”, nome pelo qual Maurício seria identificado, teria encaminhado áudios depois de saber da intimação, orientando-o a dizer à polícia que o carro estava na oficina.

Essas informações foram registradas pelos investigadores como parte do conjunto de elementos analisados durante a apuração.

Em outro documento da mesma investigação, Maurílio Lima da Silva filho de Mauricio aparece identificado como suspeito (inimputável).

A documentação policial, portanto, não apresentou apenas uma narrativa sobre o caso: registra imagens, diligências, declarações e a análise dos investigadores sobre as versões apresentadas por Maurício.

É justamente esse conjunto que coloca em xeque a versão atualmente apresentada por ele de que seria falsa a relação do filho com o episódio.

O que chama atenção, entretanto, é que os próprios investigadores afirmam no relatório que Maurício estaria mentindo, apontam contradições em suas versões e registram circunstâncias envolvendo seu filho e um veículo relacionado às imagens do furto.

A pergunta que permanece é: por que, segundo a própria investigação policial, Maurílio teria retornado ao local, aparecido junto ao veículo e posteriormente retirado justamente uma característica que ajudava a identificá-lo?

E, principalmente: por que Maurício apresentou versões que os investigadores classificaram expressamente como mentirosas?

Nossa redação apurou ainda que existiria atualmente em curso, uma outra investigação em torno de Mauricio Lima e desta vez por supostos crimes ainda mais relevantes. .