A apreensão de 52 ônibus na garagem da antiga 1001, nesta quinta-feira (18), agravou a crise do transporte coletivo em São Luís e intensificou os transtornos para a população. Usuários relataram longas esperas e superlotação em pontos e terminais da capital. A retirada dos veículos ocorreu por ordem judicial de busca e apreensão, motivada pelo não pagamento do aluguel dos ônibus, reduzindo ainda mais a frota em circulação.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) afirmou que a situação é reflexo direto do desequilíbrio econômico-financeiro do sistema, cuja gestão é da Prefeitura de São Luís. Segundo a entidade, a crise decorre do descumprimento de obrigações contratuais por parte da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), além de decisões judiciais que, de acordo com o sindicato, não têm sido acompanhadas da divulgação transparente dos critérios utilizados no cálculo da tarifa.
O SET observou ainda que a tarifa do transporte coletivo está congelada desde 2020, apesar do aumento expressivo dos custos operacionais ao longo dos últimos anos. A entidade também aponta atrasos recorrentes no pagamento do subsídio municipal e a aplicação de descontos considerados indevidos como fatores que aprofundam a crise financeira das empresas e comprometem a qualidade do serviço prestado à população.

