O entorno do presidente Lula avalia que a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal foi resultado de uma articulação política envolvendo integrantes da Corte e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). Segundo o Estadão, a análise foi discutida em reunião no Palácio da Alvorada com a presença de ministros e aliados do governo, logo após a derrota de Messias no plenário do Senado.
Auxiliares de Lula apontam, sob reserva, que os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino teriam atuado para dificultar a aprovação, o que foi negado por ambos. “Peça para apontarem um único senador que liguei ou falei”, disse Moraes ao jornal através de sua assessoria.
Ainda de acordo com o Estadão, o Planalto entende que a estratégia de Messias ao dialogar com setores da oposição acabou gerando resistência dentro de grupos do próprio Judiciário.
O petista também teria demonstrado irritação com o resultado e busca identificar parlamentares da base aliada que votaram contra o indicado, mesmo após negociações envolvendo cargos e liberação de emendas.

