Pouco mais de um ano após a inauguração, o Hospital Municipal Veterinário de São Luís acumula reclamações e denúncias. Funcionários que atuam na unidade de saúde animal como prestadores de serviços (PJ) afirmam que o atraso no pagamento dos salários se tornou rotina. Alguns deles estariam até hoje sem receber os salários de setembro. O problema seria com o Instituto Transformar, responsável pela administração do hospital por meio de contrato firmado com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), que faz os repasses até mesmo de forma antecipada, segundo os trabalhadores.
Os problemas também são sentidos por quem depende dos serviços do hospital veterinário, como a superlotação e a demora nos atendimentos de urgência e emergência. O Termo de Colaboração obriga o instituto a manter o hospital funcionando 24 horas por dia, incluindo urgências, emergências, consultas e cirurgias.
Segundo os funcionários, a unidade atende sem limite diário e recebe inclusive animais de municípios vizinhos, quando deveria priorizar protetores independentes, famílias de baixa renda e pessoas em situação de vulnerabilidade, o que atrapalha a operacionalização.
Os trabalhadores afirmam que o instituto opera com cláusulas “legais, porém imorais”, como a previsibilidade do pagamento de um mês ser feito até o 25º dia útil do mês subsequente, entre outras, e apontam falta de transparência na gestão dos recursos. Eles pedem intervenção da Prefeitura de São Luís para garantir o pagamento regular, melhores condições de trabalho e o cumprimento das obrigações assumidas pelo Instituto Transformar.

