Feirantes do Mercado Central resistem à mudança para a estrutura provisória no Portinho, em São Luís, montada às pressas com telha brasilit, blocos de cimento e caixotes de madeira. Os trabalhadores afirmam que a prefeitura não dá transparência ao processo, não apresentou o Plano de Deslocamento Econômico Temporário e ignora o risco real de perda de clientes durante a reforma do mercado histórico.
A transferência, anunciada para o início deste mês, não ocorreu e segue sem previsão. No Palácio de La Ravardière, fontes admitem que a mudança deve ficar para 2026, enquanto comerciantes, turistas e consumidores continuarão expostos às chuvas e aos alagamentos recorrentes da região.
Durante vistoria nesta quinta-feira, os promotores Luís Fernando Cabral Barreto Júnior, Cláudio Rebelo Corrêa Alencar, Carlos Henrique Rodrigues Vieira e Alineide Martins Rabelo Costa ouviram reclamações sobre recadastramento confuso, distribuição desigual de boxes e condições precárias no chamado Mercado da Cidade, já inaugurado pelo prefeito Eduardo Braide.
O Ministério Público cobrou explicações da prefeitura e informou que avalia medidas para garantir condições mínimas de trabalho.
A visita ocorreu em clima tenso e quase terminou em confusão, com bate-boca entre feirantes, promotores e integrantes da imprensa.

