Conhecido dos maranhenses, Eduardo Viana, o D’Brinco, fincou os pés no Amapá. A Nutrimax, empresa da qual é dono, mantém contrato emergencial milionário para fornecer alimentação ao sistema prisional. Tudo isso enquanto órgãos de controle fazem um pente-fino na execução do acordo.
Nos bastidores do sistema penitenciário amapaense, o contrato deixou de ser mera publicação no Diário Oficial. Relatos enviados ao Ministério Público e manifestações de representantes de detentos falam em marmitas impróprias para consumo, atrasos constantes e cozinhas operando em condições precárias.
Há ainda denúncias mais graves: a suspeita de venda de refeições “turbinadas” a internos dispostos a pagar por cardápio diferenciado. Se confirmada, a prática afronta regras do próprio sistema. O caso segue em apuração.
Levantamento do Marrapá aponta que a Nutrimax já recebeu R$ 43,7 milhões no estado, cifra que não inclui os repasses de 2026. O volume de recursos contrasta com as queixas que se acumulam na execução do contrato.

