Detidos durante operação em Turilândia são ouvidos em delegacia regional no Maranhão

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Os envolvidos na operação Tântalo II, deflagrada nesta segunda-feira (22), estão sendo ouvidos desde o final da manhã na Delegacia Regional de Pinheiro. A nova etapa está diretamente relacionada à denúncia que fundamentou a primeira fase da investigação, conduzida pelo Ministério Público do Maranhão, e que aponta a existência de um suposto grupo político articulado para desviar recursos públicos por meio de contratos firmados com a prefeitura de Turilândia, administrada por Paulo Curió.

A denúncia apócrifa que embasou a etapa inicial da operação cita, entre os principais envolvidos, o Posto Turi empresa que firmou 58 contratos com a Prefeitura de Turilândia entre 2021 e 2024, o pastor e empresário Reinaldo Magno Lopes Almeida Ferreira, proprietário do posto, o prefeito José Paulo Dantas (Paulo Curió), a então vice-prefeita Janaina Lima, ex-sócia de Reinaldo Magno, e Marlon Serrão, esposo de Janaína e tio da atual vice-prefeita, Tanya Mendes.

As investigações identificaram fortes indícios de direcionamento das contratações públicas, além de possível malversação de verbas, reforçados por comunicações financeiras encaminhadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que apontam movimentações atípicas envolvendo os citados. O relatório também ressalta a proximidade entre os agentes públicos e líderes religiosos ligados ao Posto Turi, com registros de aparições conjuntas em eventos, cultos e publicações nas redes sociais, incluindo divulgações de ações da gestão Curió, como a criação da Secretaria de Representatividade Social.

Segundo os investigadores, essa relação extrapolaria o ambiente religioso e alcançaria a estrutura administrativa do município, elemento considerado central para o aprofundamento das apurações que resultaram na nova fase da operação.

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