O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu abrir um Processo Administrativo Disciplinar contra o titular do 1º Ofício Extrajudicial de Caxias,o tabelião Aurino Rocha da Luz, após acusações de falsificação de documentos e superfaturamento de serviços cartorários. De acordo com dados anexados ao procedimento no CNJ, o 1º Ofício arrecadou R$ 7,42 milhões em taxas em 2024 e outros R$ 2,1 milhões apenas no primeiro semestre de 2025. A decisão, tomada por unanimidade durante sessão de terça-feira (9), coloca o cartório sob intervenção e mantém o tabelião afastado da função enquanto durarem as apurações. As informações são da colunista Andreza Matais, do Metrópoles.
As investigações se baseiam em denúncia do Ministério Público Estadual apresentada em junho deste ano, que aponta o uso da estrutura do cartório para beneficiar interesses pessoais e empresariais da própria família de Aurino.
No voto que sustentou a abertura do PAD, o conselheiro Mauro Campbell observou que “as irregularidades foram realizadas para beneficiar a empresa da própria família, atentando contra a credibilidade da função de delegado”, além de indicar indícios de falsificação de documentos e práticas reiteradas de cobrança indevida.
Uma equipe designada pelo Judiciário acompanha o funcionamento do cartório para evitar novas irregularidades.

