Mais um movimento entre petistas no Maranhão acende o alerta à pré-candidatura de Felipe Camarão ao Palácio dos Leões, que tende à extinção por inanição. A baixa da vez é a do vereador Jonathan Soares, do Coletivo Nós, único mandato petista na Câmara Municipal de São Luís e grupo historicamente ligado ao vice-governador, desde os governos comunistas de Flávio Dino.
Seis co-vereadores formam o Coletivo representado por Jonathan no parlamento municipal. Sua aparição ao lado do secretário estadual Orleans Brandão durante a inauguração de praças esportivas e espaços de lazer na região da Cidade Operária deixou claro que a fase de alinhamento automático a Camarão ficou no passado.
A mudança de rumo do Nós se soma a uma série de sinais preocupantes para o vice-governador. Outros nomes de peso no PT já haviam se distanciado, como Washington Oliveira, Francimar Melo, Criciele Muniz, Patrícia Carlos, Zé Inácio e Zé Carlos. O isolamento de Camarão avança tanto no núcleo histórico do partido, quanto nas estruturas institucionais que o sustentavam.
Nos bastidores, a deserção do único mandato petista em São Luís é vista não como um desgaste momentâneo, mas como sinal de reconfiguração profunda do partido para as eleições do ano que vem. Planos para os quais Camarão parece não ser parte.

