O prefeito de São Luís aproveitou-se de uma imprecisão do jornalismo do Sistema Mirante de Comunicação para aplacar críticas e conter os ânimos de entusiastas mais ativos nas redes sociais. O movimento, porém, expôs um traço recorrente de sua trajetória: o desconforto com qualquer associação apressada a “companheiros” e “camaradas”.
Nesta terça-feira, Eduardo Braide negou ter se encontrado com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, no “fim de semana”. Segundo fontes petistas, o encontro ocorreu na quinta-feira passada, durante passagem por Brasília, onde participou de evento do PSD ao lado de Gilberto Kassab.
A negativa surge dias após petistas e aliados de Flávio Dino impulsionarem manifestações públicas de solidariedade ao prefeito. O episódio reforça a leitura de que o pré-candidato ao governo não pretende compartilhar palanque com comunossocialistas na disputa pelo Palácio dos Leões, ao menos no primeiro turno.
Manter o discurso de outsider segue sendo central na estratégia do Palácio de La Ravardière. Foi com essa marca, construída à margem de vínculos partidários explícitos, que Braide se elegeu e se reelegeu. E, ao que tudo indica, pretende evitar a polarização local e nacional enquanto isso for conveniente.

