O apoio de grupos culturais à pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB), em evento na noite de quinta-feira (16) em São Luís, ganhou peso político ao atingir um dos pontos mais delicados de Eduardo Braide (PSD) à frente da capital: a cultura. Ao reunir mais de 300 fazedores de cultura na capital onde Braide governou por cinco anos e três meses, Orleans expôs aquele que foi um dos principais “calcanhares de Aquiles” do ex-prefeito.
Apesar de ter deixado o comando da capital com alta popularidade em pesquisas, Braide foi alvo de críticas recorrentes por priorizar atrações nacionais em detrimento de artistas locais, em eventos como Carnaval e São João, e por episódios envolvendo atrasos ou ausência de pagamento a grupos culturais. Esse desgaste criou espaço para adversários ocuparem o diálogo com o setor, historicamente influente no Maranhão, especialmente em períodos eleitorais.
O contraste se amplia no interior do estado, onde Braide ainda não conseguiu converter sua popularidade em São Luís em capilaridade política. Agendas esvaziadas e baixa adesão em encontros reforçam a dificuldade de expansão. Enquanto Braide sustenta popularidade urbana e tenta reverberá-la para outras regiões, Orleans busca consolidar base social e simbólica na capital.

