A Operação Afluente, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (25), contra o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), tem origem em uma investigação iniciada ainda em 2022, com a prisão do empresário Eduardo DP.
Na ocasião, o celular de Eduardo DP foi apreendido e, segundo a investigação, revelou conversas com Josimar. A partir desse material, a Polícia Federal passou a apurar a possível ligação do parlamentar com suspeitas envolvendo contratos, emendas parlamentares e recursos públicos.
Em 2023, reportagem da Folha de S.Paulo já havia apontado que indícios encontrados nas apurações sobre Eduardo DP levaram a investigação ao Supremo Tribunal Federal, por envolver um deputado federal com foro privilegiado – no caso, Josimar.
A operação da PF sobre a corrupção na Codevasf no Maranhão encontrou registros de transações financeiras que colocaram o “Moral da BR” sob suspeita. Informações fornecidas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) à PF mostraram que a Construservice, além de outras duas empresas suspeitas, fizeram pagamentos a Carlos Roberto Lopes, ex-chefe de gabinete de Maranhãozinho.
A PF ainda detectou movimentações financeiras entre construtoras ligadas a Eduardo DP e empresas que têm Josimar Maranhãozinho como sócio formal, ou das quais ele é apontado como dono oculto.

