A jornalista Maria José Gomes Arruda, carinhosamente conhecida como Zezé Arruda, comemorou o centenário do jornal O Imparcial no domingo (3) com uma matéria sobre a relação construída ao longo dos quase 40 anos em que trabalhou no periódico, um dos mais tradicionais do Maranhão. A profissional relembrou momentos marcantes da carreira e definiu o jornal como “extensão da minha própria vida”.
Contratada em 1989, Zezé Arruda construiu trajetória sólida no jornalismo impresso, passando por colunas como “Pique Local”, “Ligado em Você” e “Arquivo Confidencial”, onde abordou bastidores da comunicação e perfis de profissionais da área.
Ao longo das décadas, também atuou na valorização da cultura popular maranhense, acumulando premiações e reconhecimentos.
No texto comemorativo, a jornalista resgatou memórias da rotina nas redações e da evolução do jornalismo ao longo dos anos. “Por quatro décadas, tive o privilégio de atravessar as portas daquele jornal e torná-lo uma extensão da minha própria vida. Hoje, ao celebrar seu centenário, sinto que não estou apenas homenageando uma instituição, mas também revisitando uma história que ajudou a moldar quem eu sou”, escreveu ele.
Confira o artigo na íntegra:
Durante quatro décadas, tive o privilégio de atravessar as portas desse jornal e fazer dele uma extensão da minha própria vida. Hoje, ao celebrar seu centenário, sinto que não estou apenas homenageando uma instituição, mas também revisitando uma história que ajudou a moldar quem sou. Foram anos de dedicação, compromisso com a verdade e, acima de tudo, de pertencimento a algo maior do que qualquer um de nós.
O jornal me deu muito mais do que uma profissão — deu-me amizades que levo comigo até hoje. Entre prazos apertados e edições fechadas às pressas, nasceram laços sinceros, daqueles que resistem ao tempo. Compartilhamos risadas, desafios e conquistas, sempre unidos pelo mesmo propósito. Cada colega foi parte fundamental dessa caminhada, tornando o ambiente de trabalho um verdadeiro lar.
Lembro com carinho da época em que as palavras ganhavam vida nas máquinas de escrever, com o som marcante das teclas ecoando pela redação. Era um tempo de mais calma, mas também de enorme dedicação artesanal ao texto. Cada linha exigia atenção, cada erro pedia paciência. Olhando para trás, vejo como aquele período foi essencial para o aprendizado, ensinando disciplina, respeito pela escrita e amor pelo ofício.
Celebrar este centenário é também celebrar as memórias construídas ao longo do caminho — histórias que não estão apenas nas páginas impressas, mas no coração de todos que passaram por aqui. Sinto orgulho de ter contribuído com essa trajetória e gratidão por tudo que vivi. Que o jornal siga firme, contando histórias, formando profissionais e marcando gerações, assim como marcou a minha.
@oimparcial

