A prisão de um pastor no Maranhão, suspeito de liderar um esquema de abusos sexuais e castigos físicos dentro de uma igreja, trouxe à tona relatos detalhados de violência contra fiéis em situação de vulnerabilidade. As investigações da Polícia Civil apontam que o local funcionava como um ambiente de controle rígido, onde frequentadores eram submetidos a punições e ameaças constantes. O líder religioso segue preso, após passar por audiência de custódia no sábado (18). As informações foram reveladas pelo G1.
Depoimentos mostram que os abusos ocorriam de forma sistemática. Entre os castigos, estavam as chamadas “readas”, com chicotadas aplicadas como punição por descumprimento de regras internas.
Também há relatos de privação de comida, isolamento e vigilância constante, inclusive em momentos íntimos. “Se a gente não fizesse o que ele queria, a gente era punido. Ele deixava a gente sem comer e mandava bater na gente”, afirmou uma das vítimas.
Segundo a polícia, as agressões físicas e psicológicas eram usadas como forma de coação para abusos sexuais, tendo homens como principais alvos. O grupo vivia sob regras rígidas, com separação entre homens e mulheres e obediência absoluta ao suspeito.


