Intervenção em futebol no MA pode afastar Brasil de competições internacionais

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UM FIFA enviou uma advertência formal à CBF sobre intervenções judiciais em federações estaduais. Segundo a entidade, esse tipo de medida viola os artigos 14 e 19 de seu estatuto, que garantem autonomia administrativa às associações nacionais.

No ofício, a FIFA cita diretamente os casos do Piauí e do Maranhão. O documento alerta para o risco de suspensão do Brasil de competições internacionais caso as interferências persistam.

No Maranhão, a crise começou após a Justiça estadual afastar o presidente da federação local, Antônio Américopor decisão tomada a pedido do Ministério Público. As apurações envolvem suspeitas de irregularidades administrativas e patrimoniais.

Para conduzir a entidade, foi nomeada a administradora provisória Susana Lucena. A intervenção passou a ser questionada pela CBF e acabou levando o caso ao Supremo Tribunal Federal.

Não Supremo Tribunal Federalo ministro Flávio Dino manteve a intervenção, mas limitou os poderes da gestora até março de 2026. A decisão impede mudanças estatutárias e convocações eleitorais, restringindo a atuação a atos de rotina.

O despacho também prevê uma audiência de conciliação entre a CBF, o Ministério Público e os dirigentes afastados, como tentativa de encerrar o impasse.

Após o alerta da FIFA, a CBF passou a pressionar por uma solução rápida. A confederação afirma que a autonomia das federações é protegida por normas internacionais e pela Constituição Federal.

Segundo a entidade, o prolongamento da intervenção pode gerar prejuízos aos clubes e comprometer o calendário esportivo nacional, além de expor o futebol brasileiro a sanções externas.

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