Evento de Washington reúne aliados e sinaliza avanço do grupo de Orleans no PT

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O aniversário do secretário de Estado da Representação Institucional no Distrito Federal, Washington Oliveira, celebrado neste domingo, foi além da confraternização social e se afirmou como um ato de peso na disputa interna do PT no Maranhão. A presença maciça de militantes e lideranças transformou o evento em espaço aberto de articulação política e sinalização de rumos para 2026.

O encontro expôs, sem rodeios, o racha entre as correntes petistas. De um lado, setores que ainda defendem a candidatura do vice-governador Felipe Camarão. De outro, um grupo numeroso que passou a demonstrar apoio público à pré-candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, ao governo do Estado.

Entre os presentes estavam a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale; os senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama; Orleans Brandão; o prefeito de Bacabal e presidente da Famem, Roberto Costa; e Marcus Brandão, ex-presidente do diretório estadual do MDB, além de parlamentares, dirigentes partidários e representantes de movimentos sociais. A composição do público reforçou a leitura de avanço do campo político alinhado a Orleans, inclusive junto a setores do PT.

Em discurso, Washington Oliveira agradeceu o apoio e defendeu a construção de um projeto político unificado. “Esse encontro não é apenas para celebrar mais um ano de vida, mas para reafirmar nosso compromisso com o Maranhão. O PT e seus aliados precisam estar unidos, com coragem para construir um projeto que dialogue com a base e com a sociedade”, afirmou.

Iracema Vale destacou o simbolismo do evento. “Washington tem história, capacidade de diálogo e de construção. O que vemos aqui é um sinal de que há um sentimento político em movimento. O Maranhão vive um momento de definições importantes”, disse.

Orleans Brandão também discursou e exaltou a trajetória do anfitrião. “Washington tem uma história marcada pela lealdade às causas do Maranhão, pelo diálogo e pela capacidade de construir pontes. Sempre colocou o interesse do estado acima de projetos pessoais”, afirmou, sob aplausos.

Nos bastidores, o evento foi interpretado como um marco na disputa interna do PT. A ausência de referências a Felipe Camarão e a adesão explícita de lideranças ao grupo presente reforçaram a percepção de que o partido atravessa um processo de divisão e redefinição de estratégia para a sucessão estadual.

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