Em resolução política divulgada na terça-feira (25), o comitê estadual do PCdoB no Maranhão se distanciou ainda mais de uma repactuação com o grupo hoje liderado pelo governador Carlos Brandão. Na nota, o partido relembra seu protagonismo na Era Dino, cita novamente o escândalo dos áudios e mensagens vazadas e classifica uma reconciliação como “cada vez menos factível”.
O partido voltou a citar um acordo que teria sido firmado em 2022, e relembrou o que havia proposto no final do ano passado, de que o governador tomasse à frente das negociações com os comunossocialistas. “No entanto, o ambiente político da base governista se deteriorou sem qualquer iniciativa efetiva de recomposição por parte do governador”, afirma o comitê estadual do PCdoB Maranhão.
Sobre o vazamento de conversas que atingiu seu presidente estadual, Márcio Jerry, e o deputado federal petista Rubens Pereira Júnior, o PCdoB sustenta que foi vítima de “escutas clandestinas ilegais, imorais e politicamente inaceitáveis”.
“Embora cada vez menos factível, somente um gesto grandioso do governador de retomada dos propósitos inaugurados em 2014 com a eleição de Flávio Dino e do cumprimento dos compromissos políticos e programáticos firmados em 2022 seriam capazes de possibilitar uma repactuação política”, diz a legenda.

