Com a proximidade de 2026, cresce a expectativa sobre o rumo político do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, diante da decisão que deverá tomar até abril do ano que vem: disputar o Governo do Maranhão ou concluir o mandato na capital. Apesar de parecer uma escolha dualizada, pelo menos três são caminhos possíveis para o futuro do gestor.
Se decidir entrar na disputa pelo governo estadual, Braide precisará deixar o comando do La Ravardière, passando o cargo à vice-prefeita Esmênia Miranda. A professora e policial militar foi companheira de chapa do prefeito nas duas últimas eleições, mas sua recente aproximação com o Palácio dos Leões acendeu o alerta entre auxiliares mais próximos de Braide, que avaliam com cautela se vale a pena entregar as chaves da cidade.
Caso opte por permanecer no cargo, Braide pode seguir dois rumos distintos. O primeiro é usar a máquina para patrocinar outro nome, que pode ser algum dos já colocados ou um novo que mexa no tabuleiro da sucessão estadual. O segundo é adotar a neutralidade e adiar o voo estadual para 2030, concentrando esforços na capital e ampliando a presença da família Braide no Legislativo, com o irmão Fernando Braide mirando uma vaga na Câmara dos Deputados e a esposa Graziela Braide cogitada para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
As conversas sobre os próximos passos ocorrem em um círculo político restrito, no qual nenhuma palavra sobre o futuro do prefeito é revelada sem a sua autorização, mesmo que a torcida organizada por auxiliares e comissionados ensaie coreografias nas redes sociais.

